Por vezes me pego pensando na vida, coisas como, porque viemos parar aqui, de onde viemos, para onde vamos depois e tal, e chego a conclusão de que, sem ser original na frase, o bom da vida é viver, e isso prá mim se resume a trabalhar e fazer o que gosta, rsrsrsrs.
Sou uma pessoa que tem fé, acredita em Deus fortemente e na ação Dele sobre nossas vidas, e mais, busco ser otimista ao máximo, porém têm momentos em que tudo isso é difícil de sustentar, têm vezes que balanço um pouco e preciso de força.
A corrida entrou em minha vida num momento de superação, entrou não, invadiu e me dominou e temos sido felizes ao longo desses quase 6 anos, mas, como casamento que se não é renovado constantemente começa a machucar, meu relacionamento com ela está machucado.
Digo tudo isso como desabafo, porque tenho enfrentado um ano difícil, muito difícil, o mais difícil dos seis em que corro, as contusões são seguidas, me castigam, me chateiam, me tiram da rua, não me deixam eu fazer o que gosto, ou seja, tiram parte da minha vida.
Àqueles que lêem meu blog, desculpem, quero aqui somente falar dos treinos e provas, de coisas boas, mas estou chateado.
Na Meia de SBC, minha cidade, me contundi mais uma vez, pressão na panturrilha ainda no km. 5, prossegui, havia um motivo forte para prosseguir, minha mãe, do alto de seus 70 anos, me aguardava no km. 16, saiu de casa, desceu até a avenida a pé, ficou lá em pé mais de uma hora, no sol, me aguardando passar, ou seja, eu não iria desistir nunca da prova, eu sabia que enquanto eu não passasse ela ficaria lá, até o fim, até o último corredor, porém isso teve um custo.
Inicialmente ficarei 2 semanas afastado dos treinos, a panturrilha inchou bem, está avermelhada, na próxima semana farei um ultrassom, se houve rompimento de fibras musculares (primeiro diagnóstico do médico) serão de 6 a 8 semanas de recuperação, caso contrário, e torço para isso, pode ficar somente nas duas ou três semanas, aparentemente há um grande risco de eu ficar fora de Curitiba, já não deu em SPaulo, já não deu no RJaneiro, é duro para mim.
Sou de guerra, corro maratonas para me fortalecer interiormente, correrei até morrer ou até quando Deus quiser que assim o seja, acho que correrei mesmo depois da morte, sei lá, saio das ruas por enquanto, num ano em que não consegui competir, não consegui ser feliz nas ruas, pode parecer dramático demais, sei que é um problema menor se olharmos o que acontece nas vidas de outras pessoas pelo mundo afora, mas estou chateado, vamos em frente.